Grande Mestre
Hoje, 21 de maio de 2005, meu grande mestre está completando seus 53 anos. Apesar de ser uma idade que ultrapassa meio século de vida, há muitos que chegam a ela com uma saúde e vontade de viver surpreendentes. Pessoas que jamais cansam de sorrir e de tentar desvendar os caminhos que revelam os inesgotáveis mistérios desse mundo. Parece até que estão a entrar na fase fálica humana, compreendida entre os quatro e seis anos, momento em que muitas dúvidas, como a descoberta do nosso processo de nascimento, começam a ser esclarecidas. Mas é melhor deixarmos esse lampejo psicológico de lado e voltarmos ao homenageado do dia: meu pai. Um cara que amo demais, venero e tenho muito respeito. Ainda erro um pouco ao tentar consertá-lo na idade em que está. Sei que nunca é tarde para mudarmos, mas, em algumas casos, torna-se praticamente impossível transformar características tão marcantes. São traços que foram sendo pintados ao longo de muito tempo, com pincéis que parecem mágicos, pois acabam por dar às tintas um poder surpremo, capaz de transformar quadros inacabados em obras irreparáveis. Talvez alguns dos grandes artistas da vida ainda consigam desfazer esse tipo de encanto. Mas não me considero um deles – pelo menos por enquanto. Estou a falar aqui de meu pai como se ele fosse um homem cheio de defeitos. Pelo contrário. Não chega a ser “o perfeito”, mas é um dos seres mais magníficos que já convivi. Se tiverem a oportunidade de conhecê-lo, perceberão facilmente o que digo. Possui uma aura leve, somada a uma bondade e carisma invejáveis. Sempre foi guerreiro. Não conheceu o pai, perdeu a mãe ainda nova, de câncer, e cuida até hoje da minha tia-avó, Dôrinha, uma senhora com 84 anos e mal de Alzheimer. Ela mora com a minha tia Edna, irmã do meu pai. Mas é ele quem praticamente as sustenta, visitando-as diariamente. Moram perto, facilitando esse apoio. Mesmo com os problemas, meu pai conseguiu formar uma linda família. Deu a mim e ao meu irmão uma educação de qualidade, baseada na verdade, bom caráter, respeito ao próximo, compaixão, fé e determinação para alcançar o que sonhamos. Esse é o meu pai. Tomara que existam muitos como ele por aí. Agora vou aqui abraçá-lo, dizer que o amo. Está no sofá vendo TV. Daqui a pouco dorme e começa a roncar. Isso se não der uma reviravolta e resolver encontrar uma velha conhecida: a cerveja.
Um abraço a todos.
Maníaco do baba
Futebol... Já estava demorando para que eu tocasse neste fanático e glorioso assunto. Ainda bem que não o esqueci. Até porque seria uma grande injustiça com o pobre coitado. Pois sempre que precisei, ele esteve ali, ao meu lado, como um amigo leal, que nunca desiste de amenizar ou banir a infelicidade do companheiro. Falo isso porque sempre fui um apaixonado por esse esporte, que pratico com intensidade desde moleque. Além de assistir aos jogos com olhos de quem vê algo sublime, transcendental, como aquelas óperas e balés europeus, nos quais nunca estive presente, mas pelo que já li, ouvi de conhecidos e admirei diante de um desses canais de TV fechada, consegui notar o teor divino. Apesar de o gol ser o momento mais adorado do futebol, e seria muita cara-de-pau a minha dizer que não é ele o meu predileto, tenho uma forte paixão pelos dribles. Eu não consigo entender porque a Daiane dos Santos ainda não incluiu no seu número as pedaladas do Robinho. São fantásticas. Movimentos rápidos, ágeis e precisos, pouco arriscados por uma maioria. É incrível como lances assim me comovem. Aliás, não só a mim, como a uma enorme leva de seres neste país que nasceram e cresceram cultuando esse esporte mágico. Alguns o criticam. Consideram o futebol emburrecedor. Uma das máscaras de um país cheio de problemas, como a questão do baixo nível educacional, muito bem representada nas entrevistas de jogadores. Mas o futebol e a educação não se contrapõem. Pelo contrário. Talvez, se tivessem um ensino básico de qualidade, muitos destes atletas conduziriam a carreira de uma forma mais disciplinada e benéfica, sem noitadas insanas nas vésperas de treinos ou concentrações. Não quero aqui sustentar que o futebol é perfeito. Tem sérios problemas, oriundos exclusivamente de quem o criou e mantêm: o homem. Mas se formos falar das atrocidades causadas pelos homens, acabarei por não dormir. Prefiro me preparar para sonhar com meus babinhas de segunda e quarta – acabei de descobrir, hoje mesmo, outro na quinta – e tentar desvendar, com mais precisão, os mistérios desse sentimento que me faz tão feliz.
Um abraço a todos.
A cada dia que passa, tenho constatado, sempre com uma tremenda alegria, como é grande a força do bem. É incrível como praticá-lo nos traz uma das sensações mais nobres e reconfortantes desse mundo atordoado. Mas nos últimos anos, percebi que, além de fazer o bem, imaginá-lo também é muito interessante. Falo a respeito do "pensar positivamente". Da mente que é capaz de visualizar, num futuro bastante próximo - quase um presente - ou distante, coisas boas para si próprio e para o maior número possível de pessoas. Não importa o quê. O que vale é imaginar algo benéfico, que tenha obrigatoriamente a presença da felicidade, do amor, do afeto. Para mim, devia ser lei praticar o pensamento positivo. Acredito muito nessa coisa de energia, sexto sentido. Aquele tipo de sentimento que, às vezes, mistura-se com a intuição, mas que quando encontra as respostas que desvendam o desconhecido, e ainda, não-palpável, acabam por nos conduzir a decisões sensatas. Descobri um tipo de pensamento que julgo ser bacana, principalmente pelo prazer que ele me traz. Pois alivia as enxaquecas de tristeza que tenho muito raramente. Sempre que estou chateado ou cabisbaixo, independente da razão, passo na minha mente imagens congeladas da plenitude do sorriso de parentes, namorada, amigos e muitas outras pessoas. Aquelas que fazem parte da minha vida. Ou que em algum momento convivi, mesmo que timidamente. Esse exercício ocorre mais ou menos como um rolo de filme (máquina fotográfica), onde as fotos são vistas uma por uma, antes de serem reveladas. Isto tem sido bastante proveitoso para o meu estado de espírito, alimentando minha alma com amor e compaixão. Além de gerar vibrações positivas para aqueles que a minha memória é capaz de preservar. Por fim, gostaria de reforçar, sem demagogia alguma, a importância da imaginação do bem, da crença na felicidade, da visualização de mudanças engrandecedoras. Das conquistas para a valorização das espécies animais e humanas. Essas últimas - distintas pela variedade de gêneros psíquicos - ainda mal compreendidas pela ciência. Eu penso positivo. Pra quem não pensa, fica aqui a sugestão.
Um abraço a todos.
Pior que matar um leão todos os dias, é ter que engolir muitos sapos para tentar progredir na carreira. Principalmente quando se trata de um publicitário. Um profissional que se fode de trabalhar e que, apesar de ser emocionalmente recompensado – falo por mim – é muito mal remunerado. Mas hoje não estou aqui para falar sobre isso. Pelo contrário. Estou muito feliz, pois recebi, à tarde, uma proposta da SLA (www.slapropaganda). Uma agência bem legal, com boas contas, uma sede de qualidade, perto da praia, e bons profissionais, que podem me ajudar a crescer. Vivi uma semana de pura ansiedade. A entrevista foi na quarta-feira passada (11/05). E mesmo tendo sido melhor do que eu esperava, não consegui controlar minha expectativa. Essa coisa de novo emprego é engraçada. Dá uma bagunçada – de leve – no nosso sistema nervoso, gerando o tão famoso “friozinho na barriga”. Uma sensação que oscila entre o gozo e a angústia. E o pior: chega de supetão, no susto, sem nenhum aviso prévio, fazendo-nos tremer as pernas, gaguejar e, mesmo em uma sala com o ar-condicionado a 15º, suar a palma das mãos que, curiosamente, ficam geladas. Bem... Eu também quero aproveitar esse momento para agradecer a todos que participaram – direta ou indiretamente – do meu aprendizado. Aprendizado este que, para mim, está sempre no começo. Quando penso o quanto posso absorver, sinto que o que sei é ínfimo. O bom é que isso me motiva. Faz-me ter mais tesão, coragem e uma grande vontade de continuar essa luta, árdua, longa, cheia de armadilhas, mas que, com fé em Deus, resultará em um final muito feliz.
Um abraço a todos.
Só assim para o meu tão esperado blog nascer. Meu não, de todos, amigos e desconhecidos. Pessoas que queiram trocar informações, interagir - mesmo que virtualmente - contar grandes histórias e muito mais. Primeiro gostaria de ressaltar a dificuldade que tive para fazê-lo brotar do complexo e delicado ventre que é a minha mente. Nunca vi um parto tão complicado. Foram meses e meses repetindo a mesma coisa: "vou fazer um blog, vou escrever todo dia, vou falar de literatura, propaganda, música, vou conhecer pessoas, vou aprender mais, etc.". Enfim, aqui está. Hoje, 15 de maio de 2005, é o dia do nascimento do meu blog. Pena que ele não é geminiano como eu (28/05). Mas tudo bem. O importante é que ele nasceu com saúde e será muito útil na minha vida. O nome co-autores vem de algo que é, para mim, muito importante. Certa vez, lendo uma entrevista num site chamado www.portaldapropaganda.com (vale a pena uma visita), vi um desses grandes diretores de criação do Brasil, do qual tristemente não lembro o nome, dizer: "para grandes idéias jamais existirão autores. Na minha equipe só tenho co-autores, e esses sempre foram e serão os gênios da humanidade. É melhor ser o co-autor de uma grande idéia, do que o autor de uma idéia questionável". Duas linhas depois, fico feliz por me lembrar que foi o Olivetto quem disse isso. Apesar de ser um cara da mídia, ele é legal. Depois que li, refleti bastante sobre o assunto e cheguei à conclusão de que se enxergar como co-autor é muito mais prazeroso e benéfico. Pois assim, desprendo-me ainda mais da vaidade, fugindo desse monstro maldito que nos acompanha todo santo dia: o EGO. Partindo dessa premissa, decidi transformar isso numa ideologia, tentando mostrar a todos como é muito melhor ser um co-autor. Dividir idéias é algo genial e muito saudável para as relações humanas. É claro que você não vai sair por aí adotando pessoas, incorporando-as às idéias que, eventualmente, você tem sozinho. Mas o que quero sugerir é que, antes de trazer à tona qualquer criação sua, procure um parente, a (o) namorada (o), um amigo, sei lá, qualquer pessoa que possa questionar a sua idéia. Alguém que o instigue a pensar mais, que sugira algo importante, que derrube essa criação com argumentos firmes ou estimule a ativação da sua defesa, transformando-o assim, num co-autor.
Um abraço a todos.
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