Para todo mensalão não há uma reação
É incrível. Ou melhor, um absurdo. Sempre que vejo um caso de corrupção no nosso país - praticamente todos os dias – fico revoltado. É só ler algo ou assistir um telejornal para que eu fique instigado a tentar descobrir porque existem pessoas tão más por aqui. O que devemos desejar para aqueles que não possuem um pingo sequer de amor ao próximo? Não sei. Qualquer coisa, menos o mal. Pois isso eles já tem, e muito. Bem... Apesar da minha insatisfação com a roubalheira, não posso negar que, como a maioria do nosso povo, faço muito pouco para mudar o coração dessas pessoas, desperdiçando chances de colaborar com a diminuição dessa triste situação. Mas nem por isso deixarei de reclamar. Se protestando, mesmo sem grande expressividade, nada muda, calado é que eu não vou ficar. Principalmente depois dessa bomba que acaba de cair em Brasília: o mensalão. Mais uma prova do descaso e da falta de vergonha daqueles que governam o país. Com trinta mil reais por mês, dinheiro ganho por cada deputado envolvido no esquema, daria para alimentar pelo menos cem famílias, já que muitas delas conseguem sobreviver com um salário mínimo de apenas trezentos reais. Juntando todos os mensalões, mais pessoas ainda seriam beneficiadas. Quando lembro que este dinheiro é usado em churrasquinhos de magnatas, vinhos caríssimos, fins de semana em casas de praia, passeios de lancha, jantares em restaurantes chiquérrimos e viagens ao exterior, minha cabeça pesa. Pior, fica fora de sintonia, travada de raciocínio lógico ou bom senso. Esta montanha de dinheiro serviria como um auxílio muito importante para erradicação da pobreza que impera em nosso país. Ajudar-nos-ia a viver em uma sociedade mais justa. O Brasil é a segunda nação mais desigual do mundo. Como pode isso? Nem Ele lá de cima sabe... É amigos(as), infelizmente, críticas como esta raramente tem algum efeito. Quase nunca convencem alguém da importância do assunto. Poucos são aqueles que refletem sobre ele e acabam por esboçar uma reação. Pelo contrário. Na maioria das vezes não se movimentam, não têm atitude. Jamais fazem algo – o mínimo que seja - para acabar com isso. Todos. Inclusive o autor deste texto.
Um abraço.
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