Bateu saudade
Como é bom estar aqui novamente. Perto das letras, das regras gramaticais, das concordâncias, associações de idéias. Perto da liberdade de “vomitar” os assuntos que vivem causando engulho na minha mente. Ai, Deus, como é bom... A última vez que escrevi no meu blog foi antes do São João. Ficar sem exteriorizar meus pensamentos durante todo esse tempo foi muito doloroso. Por isso, resolvi falar hoje sobre a saudade que tanto senti deste meu aprendizado. No decorrer deste recesso literário, percebi como a prática da escrita faz falta em minha vida. E olhe que sou apenas um iniciante no ramo, com muita coisa a desvendar pela frente. Mas apesar de ainda estar possuído por um espírito de calouro, já consigo perceber que, quando não escrevo, sinto-me vazio, desconectado de um mundo que precisa me ouvir, sem importar quando, como ou onde. As palavras tornaram-se amigas importantes para mim. Preciso delas. Não vivo sem elas. E o que é melhor: eu acho que elas gostam da minha amizade. Temos uma sinergia interessante. As palavras nunca me desprezaram. Por isso, preciso continuar lendo bastante, escrevendo muito. Errando, consertando. Acertando, sorrindo. Tudo para que eu possa tratá-las como merecem. Com respeito, carinho e muita atenção. As palavras são damas raras, vestidas de cetim, prontas para serem amadas pelos seus homens. Para elas, cozinharia sem reclamar. Passaria ferro, cuidaria das crianças, lavaria a louça. Até o cocô do cachorro eu limparia. Elas merecem muito mais. Pois são superiores, inteligentes. O que seria do nosso senso crítico sem as palavras? Estaria eu aqui, num movimentar frenético de dedos, escrevendo tudo isso? Provavelmente não. Sem as palavras, não sei o que seria de mim. O que sei é que prefiro parar por aqui. Afinal, se for continuar declarando o meu amor por elas, pode ser que esse texto jamais termine.
Um abraço a todos.
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