Ah, se a mamãe soubesse

Essa semana, um amigo narrou-me uma história fantástica. Acho que nunca ouvi algo tão surpreendente em toda a minha vida. Antes de contá-la a você, gostaria de dizer que não citarei nomes, pois a história é verídica. De tão louca, você pode até não acreditar nela. Se achar que inventei, melhor para mim. Afinal, o cara precisa ser realmente muito criativo para inventar algo como o que vou lhes relatar agora... Há alguns anos, um casal apaixonado casou-se numa dessas igrejas de Salvador. A festa foi linda, perfeita, do jeito que a "moça" sempre sonhou. O rapaz, ao contrário do que acontece com a maioria dos noivos, estava radiante, sorrindo para todos e com uma alegria pouco comum. Depois do casório, os dois foram direto para lua-de-mel. Durante a viagem, também viveram as mil maravilhas. O amor entre eles era tão explícito que deixava qualquer solteirona – homem solteiro está quase sempre satisfeito - morrendo de inveja. Pense nos casais apaixonados de todos os filmes de romance que já viu. A paixão deles era maior. Algo raro, magnífico. Terminada a lua-de-mel, retornaram para o novo lar. Um apartamento bonito, espaçoso, muito bem decorado e com uma vista de elastecer a retina. Na semana da volta, só ela trabalhou. Contou para as colegas como tinha sido a viagem e como o marido era especial, demonstrando um estado de plenitude. Na sexta-feira da mesma semana, a "moça" resolveu fazer uma surpresa para o amado. Saiu mais cedo do trabalho, alugou uns filmes, comprou um vinho e um presentinho sexy para o seu tigrão. Entrou na garagem do prédio ansiosa. Não via a hora de se jogar nos braços do marido. Assim que apertou o botão para chamar o elevador, lembrou que tinha esquecido os filmes no carro, voltando para pegá-los. Isso só aumentou a sua ansiedade. Finalmente chegou ao apartamento. Para não estragar a surpresa, abriu a porta devagar. Viu que o marido não estava na sala e foi entrando em silêncio até o quarto. A porta estava entreaberta. Assim que abriu, bruscamente, deu de cara com a maior decepção da sua vida: seu marido estava na cama com outro. Foi isso mesmo que eu disse, OUTRO. E o pior vem agora. O pior não, o absurdo, o inaceitável, o estapafúrdio. O outro era o PAI dela. O pai da noiva. Aquele que a carregava no colo, que colocava ela para dormir e dizia: "Ô, filhinha, seu papai te ama tanto. Saiba que eu sempre farei de tudo para te fazer muito feliz". É, amigo(a). Pode acreditar, isso é verídico.

Um abraço a todos.




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